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1. Introdução
Os transtornos de aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual, das várias inabilidades, destaca-se o autismo, que é actualmente tido como um problema merecedor de atenção e estudos nas várias áreas inclusive no processo de formação de um educando. Portanto, nesta cadeira (Necessidades Especiais Educativas), pretende-se neste tópico, debruçar sobre o autismo.
Importa avançar que o autismo segundo William W. Hay; Myron J. Levin; et al., s/a, autismo é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo.
Índice
1. Introdução 1
1.1. Objectivos 2
1.2. Metodologia de Investigação 2
2. Autismo 3
2.1. Definição 3
2.2. Diagnóstico 3
2.3. Sintomas 4
2.4. Causas 4
2.5. Formas de Lidar na Sala de Aula 5
2.5.1. Na Escola 7
3. Conclusão 8
4. Bibliografia 9

1.1. Objectivos
a) Geral:
– Estudar as características do Autismo.

b) Específicos
– Definir o autismo;
– Descrever o processo de diagnóstico do autismo;
– Caracterizar a causa do autismo;
– Identificar as formas de lidar na sala de aulas.

1.2. Metodologia de Investigação
As técnicas de recolha de dados são os procedimentos que servem de medição prática para a realização das pesquisas. Para a materialização da presente pesquisa usou-se as seguintes técnicas de recolha de dados:
(i) Pesquisa bibliográfica, que procura explicar e discutir um tema ou um problema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos e actualmente em material disponibilizado na internet (MARTINS e LINTZ, 2000
(ii) Utilizou-se dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registados, o pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos (SEVERINO, 2007).

2. Autismo
2.1. Definição
O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais define o autismo como sendo um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social, que afeta o desenvolvimento da pessoa com TEA.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, estima-se que uma em cada 88 crianças apresenta traços de autismo, com prevalência cinco vezes maior em meninos.
2.2. Diagnóstico
Hoje, o conceito de "autismo infantil" se estendeu a uma patologia mais ampla do que aquela que foi descrita por Leo Kanner. Podemos encontrar "estados ou formas autistas" associados a outras patologias, tais como a epilepsia, paralisias cerebrais e síndromes genéticas, dentre outras. Isto torna o diagnóstico difícil e é muito frequente o autismo passar desapercebido e ser confundido com outros quadros patológicos. Ainda não dispomos de instrumental diagnóstico confiável para este fim, e ficamos na dependência da experiência de profissionais especializados para sua identificação.
Na maioria dos casos, eles são percebidos na escola (ainda no pré-escolar) pelas professoras que, no convívio cotidiano e grupal, podem observar a impossibilidade destas crianças de se relacionar, seja com outras crianças, seja com as próprias professoras.
Segundo os dados de Stephen J. Blumberg, Ph.D.; et al. (março 2013), desde 2010, a taxa de autismo é estimada em cerca de 1–2 a cada 1.000 pessoas em todo o mundo, ocorrendo 4–5 vezes mais em meninos do que meninas. Cerca de 1,5% das crianças nos Estados Unidos (uma em cada 68) são diagnosticadas com ASD, a partir de 2014, houve um aumento de 30%, uma a cada 88, em 2012. Em 2014 e 2016, os números foram de 1 em 68. Em 2018, um aumento de 15% no diagnóstico elevou a prevalência em 1 para 59 crianças.
A taxa de autismo em adultos de 18 anos ou mais no Reino Unido é de 1,1% o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando drasticamente desde a década de 1980, em parte devido a mudanças na prática do diagnóstico e incentivos financeiros subsidiados pelo governo para realizar diagnósticos; a questão se as taxas reais têm aumentado realmente, ainda não é conclusiva.

2.3. Sintomas
Indivíduos autistas podem ter sintomas independentes do diagnóstico, mas que pode afetar o indivíduo ou a família. Estima-se que 0,5% a 10% dos indivíduos com ASD mostram habilidades incomuns, variando de habilidades dissidentes, como a memorização de trívias até talentos extremamente raros de autistas savants prodígios (Muitos indivíduos com ASD demonstram habilidades superiores de percepção e atenção, em relação à população em geral. Anormalidades sensoriais são encontrados em mais de 90% das pessoas com autismo, e são consideradas como principais recursos por alguns, embora não haja nenhuma boa evidência de que sintomas sensitivos diferenciam o autismo de outros transtornos do desenvolvimento. (Treffert DA 2009)
As diferenças são maiores para baixa resposta (por exemplo, caminhar ou pisotear coisas) do que para super resposta (por exemplo, irritação por ruídos altos) ou para busca de sensações (por exemplo, movimentos rítmicos). Estima-se que 60%–80% das pessoas autistas têm sinais motores que incluem tonicidade muscular pobre, falta de planejamento motor e andar na ponta dos pés; déficits na coordenação motora existem em toda a ASD e são maiores no autismo propriamente. O livro O Robot Autista sugere que todos os sintomas têm origem num funcionamento deficiente das emoções.

2.4. Causas
As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação. (OMS, 2015)
De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.
Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.
Por outro lado, (Happé F, Ronald A., 2008) presume-se que há uma causa comum genética, cognitiva e de níveis neurais para a tríade de sintomas característica do autismo. No entanto, há a suspeita crescente de que o autismo é um distúrbio mais complexo cujos aspectos centrais têm causas distintas que muitas vezes co-ocorrem (Happé F, Ronald A, Plomin R 2006). O autismo tem fortes bases ambientais, sofrendo interferências de pisos de vinile Glifosato. 
O autismo tem uma forte base genética, embora a genética do autismo é complexa e não está claro se a ASD é explicada por mutações mais raras, com grandes efeitos, ou por interações multigênicas raras de variantes genéticas comuns. A complexidade surge devido a interações entre múltiplos genes, o meio ambiente e fatores epigenéticos que não alteram o DNA, mas que são hereditários e influenciam a expressão do gene. Estudos de gêmeos sugerem que a hereditariedade é de 0,7 para o autismo e tão alto quanto 0,9 para ASD, e irmãos de pessoas com autismo são cerca de 25 vezes mais suscetíveis de ser autista do que a população em geral (Abrahams BS, Geschwind DH, 2008)
2.5. Formas de Lidar na Sala de Aula
A manutenção de um aluno autista em sala de aula pode parecer um grande desafio para o profissional da educação. Muitas pessoas os enxergam como pessoas de difícil relacionamento, o que implicaria em problemas no andamento de uma aula, por exemplo.
O educador pode ajudar a criar um ambiente adequado aplicando os seguintes métodos:
Utilizar linguagem objetiva – é extremamente aconselhável que se utilize esse formato de linguagem, pois o autista gosta de entender tudo o que se fala, mas no sentido literal da palavra. Evite as conotações.
Utilizar abordagens sensoriais – o autista precisa ser acompanhado de perto quando o assunto for aspecto sensorial. É muito comum que uma de suas habilidades seja mais apurada que as das outras crianças. Caso o pequeno apresente alguma resistência a um barulho, a um cheiro ou imagem; não a force. Converse com os pais. Só uma equipe de profissionais pode propor uma intervenção eficaz. Se o aluno não demonstrar resistência aos estímulos, então explore as habilidades (visão, audição, etc.). Tudo dentro da possibilidade que o pequeno oferece.
Adaptar currículo, provas e avaliações – o aluno autista está em sala de aula junto com os demais, mas ele necessita que as avaliações sejam adaptadas.
Privilegiar as habilidades – o aluno autista é diverso, pois cada um apresenta uma característica. Há estudantes que são completamente organizados em um item ou têm total predisposição para um campo do conhecimento. Ao notar alguma facilidade do aluno, tente trabalhar isso com riqueza.
Propor atividades baseadas no interesse do aluno – o autista tem a personalidade forte, no que diz respeito aos interesses. Isso só deve ser tratado por médicos especialistas, mas o papel do educador, então, é estimular a criança através de atividades que estejam relacionadas com o interesse do pequeno.
Utilizar jogos – alguns jogos podem ser ideais para ensinar um autista, mas é preciso que o professor se informe antes com os pais e os médicos da criança. Isso tudo porque o pequeno pode ter alguma hipersensibilidade com cores, barulho, etc. Outro detalhe é não promover jogos que ‘prendam’ o aluno por muito tempo.
Evitar atividades muito longas – é imprescindível que se evite atividades muito longas, porque a criança autista pode se entediar facilmente, ainda mais se não houver nada de seu interesse. Além disso, é importante salientar que o tempo do pequeno com autismo é diferente do restante das crianças. É preciso respeitar.
Propor atividades que estimulem o pensamento lógico – isso pode ser feito por meio de algum jogo ou outra atividade lúdica que seja responsável por estimular o raciocínio lógico do aluno autista. Lembrando sempre que cada um tem o seu tempo.
Propor pequenas tarefas, mesmo que sejam diversas – levar a criança autista para o convívio da sala. Estimula-lo com tarefas simples, mas que mostrem a ele o quanto é capaz.
Explorar o cotidiano – parte importante e que terá reflexos muito bons na vida do autista. É muito eficaz que as tarefas do cotidiano sejam apresentadas ao pequeno desde cedo.
Privilegiar vínculos afetivos e incentivar sempre – por fim, mas não menos importante, quando o educador privilegia os vínculos afetivos entre a criança autista e seus colegas, o convívio fica muito melhor. O incentivo também deve estar sempre presente. Todo o desempenho do pequeno deve ser reconhecido.

2.5.1. Na Escola
Um ambiente institucional, que pela sua constituição é capaz de abranger mais recursos que podem ser aproveitados no acompanhamento destas crianças do que aquele que é possível num espaço clínico. Este espaço institucional está estruturado para, ao receber uma criança, avaliar de que forma o distúrbio está se manifestando nas diversas áreas de seu desenvolvimento e elaborar um planeamento de atuação.
A avaliação e o planeamento são pautados na aceitação de que estas crianças possuem um funcionamento psíquico peculiar que se manifesta por falhas em todas as áreas de seu desenvolvimento. Esta concepção não se baseia na aceitação de fatores etiológicos ambientais ou na relação mãe/ bebê como causa do autismo. Ao contrário, é compatível à evolução de pesquisas genéticas, neurológicas, bioquímicas, etc.


3. Conclusão
Terminado o trabalho, pôde concluir-se que as pessoas com transtorno autista costumam ter atrasos linguísticos significativos, desafios sociais e de comunicação e comportamentos e interesses incomuns. Muitas pessoas com transtorno autista também têm deficiência intelectual. Para além disso, pesquisas e avaliações afirma que o distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.
Contudo, o autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.
Para concluir, constatou-se também que as vítimas de autismo necessitam de uma atenção especial de modo a facilitar a sua adaptação socialmente e na escola. Na sala de aulas, o professor precisa falar a língua do aluno que sofre de autismo, isto é, adaptar meios mais fácies e eficazes para este. A característica principal destes meios é a linguagem visual, isto é, crianças que sofrem de autismo entendem melhor quando o aprendizado é feito através de imagens, figuras e desenhos coloridos, em suma, poucas palavras e muitas imagens.

4. Bibliografia

  • Abrahams BS, Geschwind DH (2008). «Advances in autism genetics: on the threshold of a new neurobiology». Nature Reviews Genetics. 9 (5). p. 341–55.
  • ASSUMPÇÃO JUNIOR, Francisco (Ed.). Transtornos invasivos do desenvolvimento infantil. São Paulo: Lemos Editorial, 1997.
  • DSM-V, American Psychiatric Association - Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais, 5ªed. Edit. Artes Médicas
  • HAPPÉ F, Ronald A (2008). «The 'fractionable autism triad': a review of evidence from behavioural, genetic, cognitive and neural research». Neuropsychol Rev. 18 (4). p. 287–304.
  • PAIVA, A.; SPINELLI, M.; VIEIRA. S. Distúrbios de comunicação: estudos indisciplinares. São Paulo: Cortez, 1981. (Coleção Educação Contemporânea. Série educação Especial).
  • TELFORT, Charles W.; SAWREY, mames M. :.O indivíduo excepcional. 5. Edição. Rio de Janeiro: Zahar, 1984.
  • TREFFERT DA (2009). «The savant syndrome: an extraordinary condition. A synopsis: past, present, future». Philosophical Transactions of the Royal Society B. 364 (1522). p. 1351–7.

Autismo - Definição, diagnóstico, sintomas, causas, formas de lidar

1. Introdução
Os transtornos de aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual, das várias inabilidades, destaca-se o autismo, que é actualmente tido como um problema merecedor de atenção e estudos nas várias áreas inclusive no processo de formação de um educando. Portanto, nesta cadeira (Necessidades Especiais Educativas), pretende-se neste tópico, debruçar sobre o autismo.
Importa avançar que o autismo segundo William W. Hay; Myron J. Levin; et al., s/a, autismo é um transtorno neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo.
Índice
1. Introdução 1
1.1. Objectivos 2
1.2. Metodologia de Investigação 2
2. Autismo 3
2.1. Definição 3
2.2. Diagnóstico 3
2.3. Sintomas 4
2.4. Causas 4
2.5. Formas de Lidar na Sala de Aula 5
2.5.1. Na Escola 7
3. Conclusão 8
4. Bibliografia 9

1.1. Objectivos
a) Geral:
– Estudar as características do Autismo.

b) Específicos
– Definir o autismo;
– Descrever o processo de diagnóstico do autismo;
– Caracterizar a causa do autismo;
– Identificar as formas de lidar na sala de aulas.

1.2. Metodologia de Investigação
As técnicas de recolha de dados são os procedimentos que servem de medição prática para a realização das pesquisas. Para a materialização da presente pesquisa usou-se as seguintes técnicas de recolha de dados:
(i) Pesquisa bibliográfica, que procura explicar e discutir um tema ou um problema com base em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos e actualmente em material disponibilizado na internet (MARTINS e LINTZ, 2000
(ii) Utilizou-se dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registados, o pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos (SEVERINO, 2007).

2. Autismo
2.1. Definição
O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais define o autismo como sendo um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social, que afeta o desenvolvimento da pessoa com TEA.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que há 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, estima-se que uma em cada 88 crianças apresenta traços de autismo, com prevalência cinco vezes maior em meninos.
2.2. Diagnóstico
Hoje, o conceito de "autismo infantil" se estendeu a uma patologia mais ampla do que aquela que foi descrita por Leo Kanner. Podemos encontrar "estados ou formas autistas" associados a outras patologias, tais como a epilepsia, paralisias cerebrais e síndromes genéticas, dentre outras. Isto torna o diagnóstico difícil e é muito frequente o autismo passar desapercebido e ser confundido com outros quadros patológicos. Ainda não dispomos de instrumental diagnóstico confiável para este fim, e ficamos na dependência da experiência de profissionais especializados para sua identificação.
Na maioria dos casos, eles são percebidos na escola (ainda no pré-escolar) pelas professoras que, no convívio cotidiano e grupal, podem observar a impossibilidade destas crianças de se relacionar, seja com outras crianças, seja com as próprias professoras.
Segundo os dados de Stephen J. Blumberg, Ph.D.; et al. (março 2013), desde 2010, a taxa de autismo é estimada em cerca de 1–2 a cada 1.000 pessoas em todo o mundo, ocorrendo 4–5 vezes mais em meninos do que meninas. Cerca de 1,5% das crianças nos Estados Unidos (uma em cada 68) são diagnosticadas com ASD, a partir de 2014, houve um aumento de 30%, uma a cada 88, em 2012. Em 2014 e 2016, os números foram de 1 em 68. Em 2018, um aumento de 15% no diagnóstico elevou a prevalência em 1 para 59 crianças.
A taxa de autismo em adultos de 18 anos ou mais no Reino Unido é de 1,1% o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando drasticamente desde a década de 1980, em parte devido a mudanças na prática do diagnóstico e incentivos financeiros subsidiados pelo governo para realizar diagnósticos; a questão se as taxas reais têm aumentado realmente, ainda não é conclusiva.

2.3. Sintomas
Indivíduos autistas podem ter sintomas independentes do diagnóstico, mas que pode afetar o indivíduo ou a família. Estima-se que 0,5% a 10% dos indivíduos com ASD mostram habilidades incomuns, variando de habilidades dissidentes, como a memorização de trívias até talentos extremamente raros de autistas savants prodígios (Muitos indivíduos com ASD demonstram habilidades superiores de percepção e atenção, em relação à população em geral. Anormalidades sensoriais são encontrados em mais de 90% das pessoas com autismo, e são consideradas como principais recursos por alguns, embora não haja nenhuma boa evidência de que sintomas sensitivos diferenciam o autismo de outros transtornos do desenvolvimento. (Treffert DA 2009)
As diferenças são maiores para baixa resposta (por exemplo, caminhar ou pisotear coisas) do que para super resposta (por exemplo, irritação por ruídos altos) ou para busca de sensações (por exemplo, movimentos rítmicos). Estima-se que 60%–80% das pessoas autistas têm sinais motores que incluem tonicidade muscular pobre, falta de planejamento motor e andar na ponta dos pés; déficits na coordenação motora existem em toda a ASD e são maiores no autismo propriamente. O livro O Robot Autista sugere que todos os sintomas têm origem num funcionamento deficiente das emoções.

2.4. Causas
As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que levam ao autismo. Sabe-se que a genética e agentes externos desempenham um papel chave nas causas do transtorno. De acordo com a Associação Médica Americana, as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação. (OMS, 2015)
De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Outros, ainda, determinam a gravidade dos sintomas.
Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.
Por outro lado, (Happé F, Ronald A., 2008) presume-se que há uma causa comum genética, cognitiva e de níveis neurais para a tríade de sintomas característica do autismo. No entanto, há a suspeita crescente de que o autismo é um distúrbio mais complexo cujos aspectos centrais têm causas distintas que muitas vezes co-ocorrem (Happé F, Ronald A, Plomin R 2006). O autismo tem fortes bases ambientais, sofrendo interferências de pisos de vinile Glifosato. 
O autismo tem uma forte base genética, embora a genética do autismo é complexa e não está claro se a ASD é explicada por mutações mais raras, com grandes efeitos, ou por interações multigênicas raras de variantes genéticas comuns. A complexidade surge devido a interações entre múltiplos genes, o meio ambiente e fatores epigenéticos que não alteram o DNA, mas que são hereditários e influenciam a expressão do gene. Estudos de gêmeos sugerem que a hereditariedade é de 0,7 para o autismo e tão alto quanto 0,9 para ASD, e irmãos de pessoas com autismo são cerca de 25 vezes mais suscetíveis de ser autista do que a população em geral (Abrahams BS, Geschwind DH, 2008)
2.5. Formas de Lidar na Sala de Aula
A manutenção de um aluno autista em sala de aula pode parecer um grande desafio para o profissional da educação. Muitas pessoas os enxergam como pessoas de difícil relacionamento, o que implicaria em problemas no andamento de uma aula, por exemplo.
O educador pode ajudar a criar um ambiente adequado aplicando os seguintes métodos:
Utilizar linguagem objetiva – é extremamente aconselhável que se utilize esse formato de linguagem, pois o autista gosta de entender tudo o que se fala, mas no sentido literal da palavra. Evite as conotações.
Utilizar abordagens sensoriais – o autista precisa ser acompanhado de perto quando o assunto for aspecto sensorial. É muito comum que uma de suas habilidades seja mais apurada que as das outras crianças. Caso o pequeno apresente alguma resistência a um barulho, a um cheiro ou imagem; não a force. Converse com os pais. Só uma equipe de profissionais pode propor uma intervenção eficaz. Se o aluno não demonstrar resistência aos estímulos, então explore as habilidades (visão, audição, etc.). Tudo dentro da possibilidade que o pequeno oferece.
Adaptar currículo, provas e avaliações – o aluno autista está em sala de aula junto com os demais, mas ele necessita que as avaliações sejam adaptadas.
Privilegiar as habilidades – o aluno autista é diverso, pois cada um apresenta uma característica. Há estudantes que são completamente organizados em um item ou têm total predisposição para um campo do conhecimento. Ao notar alguma facilidade do aluno, tente trabalhar isso com riqueza.
Propor atividades baseadas no interesse do aluno – o autista tem a personalidade forte, no que diz respeito aos interesses. Isso só deve ser tratado por médicos especialistas, mas o papel do educador, então, é estimular a criança através de atividades que estejam relacionadas com o interesse do pequeno.
Utilizar jogos – alguns jogos podem ser ideais para ensinar um autista, mas é preciso que o professor se informe antes com os pais e os médicos da criança. Isso tudo porque o pequeno pode ter alguma hipersensibilidade com cores, barulho, etc. Outro detalhe é não promover jogos que ‘prendam’ o aluno por muito tempo.
Evitar atividades muito longas – é imprescindível que se evite atividades muito longas, porque a criança autista pode se entediar facilmente, ainda mais se não houver nada de seu interesse. Além disso, é importante salientar que o tempo do pequeno com autismo é diferente do restante das crianças. É preciso respeitar.
Propor atividades que estimulem o pensamento lógico – isso pode ser feito por meio de algum jogo ou outra atividade lúdica que seja responsável por estimular o raciocínio lógico do aluno autista. Lembrando sempre que cada um tem o seu tempo.
Propor pequenas tarefas, mesmo que sejam diversas – levar a criança autista para o convívio da sala. Estimula-lo com tarefas simples, mas que mostrem a ele o quanto é capaz.
Explorar o cotidiano – parte importante e que terá reflexos muito bons na vida do autista. É muito eficaz que as tarefas do cotidiano sejam apresentadas ao pequeno desde cedo.
Privilegiar vínculos afetivos e incentivar sempre – por fim, mas não menos importante, quando o educador privilegia os vínculos afetivos entre a criança autista e seus colegas, o convívio fica muito melhor. O incentivo também deve estar sempre presente. Todo o desempenho do pequeno deve ser reconhecido.

2.5.1. Na Escola
Um ambiente institucional, que pela sua constituição é capaz de abranger mais recursos que podem ser aproveitados no acompanhamento destas crianças do que aquele que é possível num espaço clínico. Este espaço institucional está estruturado para, ao receber uma criança, avaliar de que forma o distúrbio está se manifestando nas diversas áreas de seu desenvolvimento e elaborar um planeamento de atuação.
A avaliação e o planeamento são pautados na aceitação de que estas crianças possuem um funcionamento psíquico peculiar que se manifesta por falhas em todas as áreas de seu desenvolvimento. Esta concepção não se baseia na aceitação de fatores etiológicos ambientais ou na relação mãe/ bebê como causa do autismo. Ao contrário, é compatível à evolução de pesquisas genéticas, neurológicas, bioquímicas, etc.


3. Conclusão
Terminado o trabalho, pôde concluir-se que as pessoas com transtorno autista costumam ter atrasos linguísticos significativos, desafios sociais e de comunicação e comportamentos e interesses incomuns. Muitas pessoas com transtorno autista também têm deficiência intelectual. Para além disso, pesquisas e avaliações afirma que o distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.
Contudo, o autismo não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que haja predisposição genética para ele. Outros reportam o suposto papel de infecções durante a gravidez e mesmo fatores ambientais, como poluição, no desenvolvimento do distúrbio.
Para concluir, constatou-se também que as vítimas de autismo necessitam de uma atenção especial de modo a facilitar a sua adaptação socialmente e na escola. Na sala de aulas, o professor precisa falar a língua do aluno que sofre de autismo, isto é, adaptar meios mais fácies e eficazes para este. A característica principal destes meios é a linguagem visual, isto é, crianças que sofrem de autismo entendem melhor quando o aprendizado é feito através de imagens, figuras e desenhos coloridos, em suma, poucas palavras e muitas imagens.

4. Bibliografia

  • Abrahams BS, Geschwind DH (2008). «Advances in autism genetics: on the threshold of a new neurobiology». Nature Reviews Genetics. 9 (5). p. 341–55.
  • ASSUMPÇÃO JUNIOR, Francisco (Ed.). Transtornos invasivos do desenvolvimento infantil. São Paulo: Lemos Editorial, 1997.
  • DSM-V, American Psychiatric Association - Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais, 5ªed. Edit. Artes Médicas
  • HAPPÉ F, Ronald A (2008). «The 'fractionable autism triad': a review of evidence from behavioural, genetic, cognitive and neural research». Neuropsychol Rev. 18 (4). p. 287–304.
  • PAIVA, A.; SPINELLI, M.; VIEIRA. S. Distúrbios de comunicação: estudos indisciplinares. São Paulo: Cortez, 1981. (Coleção Educação Contemporânea. Série educação Especial).
  • TELFORT, Charles W.; SAWREY, mames M. :.O indivíduo excepcional. 5. Edição. Rio de Janeiro: Zahar, 1984.
  • TREFFERT DA (2009). «The savant syndrome: an extraordinary condition. A synopsis: past, present, future». Philosophical Transactions of the Royal Society B. 364 (1522). p. 1351–7.
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