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Filha de Manuel Chang compra mais 3 apartamentos de luxo, 2 ferrari F12 GTC4lusso na África do Sul

Documentos da escritura pública de compra e venda e transferência do imóvel, mostram que a filha do deputado da FRELIMO e ex-ministro das Finanças Manuel Chang pagou 15,5 milhões de rands prar mais imóvel de 155 metros quadrados no edifício em Sandton, Joanesburgo.
A escritura de compra e venda e transferência de posse do imóvel foi intermediada pela Van Zyl Hertenberger Inc, representada pela advogada Sanet Esther Van Zyl. O escritório em referência é considerado como um dos mais reputados na prestação de serviços de assistência legal em matéria fiscal.
Manuel Chang, ex deputado da FRELIMO e ex-ministro das Finanças de Moçambique
Documentos dos Serviços Tributários da África do Sul atestam que a filha de Manuel Chang  adquiriu dois imóveis, apresentando-se como solteira mais uma vez, com passaporte moçambicano número 13AE16325.
Pela compra dos imóveis, a jovem Manuela pagou de direitos fiscais na vizinha África do Sul, a módica quantia de 838 mil randes.
Viatura Adquiridas Recentemente
As 2 viaturas de luxo custaram para o Bolso de Manuela  cerca de três mil euros. Um montante que esta a gerar uma onda de indignação, tendo em conta que muitos moçambicanos, sobretudo em Maputo, nem sequer podem contar com os autocarros públicos e, por isso, têm de recorrer a carrinhas de caixa aberta.
O apartamento localizado na secção 107 da Michelangelo Towers pertencia a Black Ginger 17 Proprietary Limited que, para efeitos da sua venda foi representada por Rafik Mohamed. Por sua vez, Rafik Mohamed nomeou 2 advogados, Antony Muray Theron, Mpho Piet Moya, como representantes da empresa na venda dos imóveis para a filha de Manuel Chang. Foi Mpho Piet Moya quem assinou a escritura da compra e venda.
Em Moçambique,o nome do seu pai está associado as dívidas ilegais, avaliadas em cerca de dois mil milhões de dólares. Nos Estados Unidos da América é acusado de ter cometido crimes financeiros que estão também relacionados as dívidas ocultas moçambicanas. Neste momento está detido na África do Sul, onde aguarda extradição para os EUA ou para Moçambique, segundo pedido feito pela justiça dos dois países.
A empresária Manuela Chang
Manuela Solange Martins Chang é empresária com cerca de meia dúzia de empresas registadas em seu nome na Conservatória do Registo das Entidades Legais em Moçambique. É mulher de Ingilo Dalsuco, mais conhecido por Gilito Dalsuco, um jovem considerado “bon vivan”, famoso nas redes sociais pela postagem de fotografias que retratam a vida de luxo que ostenta, tanto em Moçambique como fora do país.
Em nome de Manuela Chang estão registadas empresas de diferentes ramos, desde o comércio, incluindo o setor imobiliário, carpintaria, importação e venda de medicamentos e gestão de participações financeiras.
As empresas de Manuela Chang
A primeira empresa que consta dos registos legais a favor de Manuela Chang é denominada Tupann Med, Limitada, criada em janeiro de 2008, dedicada à importação, exportação, distribuição e comercialização de equipamentos de laboratório e seus acessórios.
Em abril de 2010, Manuela Solange registou uma segunda empresa, a Quality Electrónica Limitada, dedicada à montagem de vedação eléctrica, câmaras de segurança, alarmes de intrusão, alarmes para viaturas, intercomunicadores, motores para portas elétricas e assistência técnica aos respetivos equipamentos.
Em 2011, registou mais uma empresa, desta vez a Empresa Kulhula Limitada, vocacionada para o mercado imobiliário e de construção civil.
Em 2013, Manuela Solange de Martins Chang constituiu outra empresa, na qual ela e o seu filho menor de nome Apoim Manuel Chang dos Santos são únicos sócios. A empresa denomina-se M.C. Imobiliária e Serviços, Limitada e tem como objeto a implementação, gestão, desenvolvimento e exploração de projetos imobiliários.
Em 2016 registou mais duas empresas, primeiro a Mozcarp, Limitada, dedicada a serviços de carpintaria e de seguida a Meinvest Limitada, de gestão e participação financeira. Nestas duas, tem como sócio o seu marido Ingilo Nortamo Dalsuco.
Alega-se, nos meios forenses que, parte do dinheiro proveniente das famigeradas “dívidas ocultas” foi usado para investimentos no sector imobiliário dentro e fora do país, tendo sido usados como “testas de ferro” familiares dos implicados.
FONTE: JORNALMAGAZINEMZ
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